Algo me falta.
Algo que não envelhece,
Mesmo com a modernidade dos tempos.
Algo que não se acaba,
Assim como a infinidade dos céus.
Algo que não posso encontrar
Em nenhum outro rosto.
Algo que te pertence.
Por isso
Vou decorando teu gosto,
Sem fazer nenhum esforço.
Como um reflexo condicionado,
Replicante e imutável,
Livre de qualquer obrigação.
Sozinho em meu silêncio,
Decaído e esquecido,
Procuro por algo
Entre o pecado e o vício
Que me faça entender o motivo
Da vida ser bem mais perigosa que a morte.
Estou calmo, curioso,
Previsível, entediado.
Procuro uma rima para o meu fim.



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